SPF, DKIM e DMARC: como a configuração do domínio afeta seus e-mails corporativos

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Fernanda Festucci

Data

16 de setembro de 2026

Você investiu tempo para escrever um e-mail profissional, revisou o assunto, ajustou o tom da mensagem e conferiu todos os anexos. Mesmo assim, o destinatário não respondeu.

Talvez a mensagem nem tenha chegado à caixa de entrada.

Em muitos casos, o problema não está no conteúdo do e-mail. A mensagem pode estar bem escrita, ser relevante e ter uma oferta legítima. O que pode estar comprometendo a entrega é algo menos visível: a configuração do domínio usado para enviar os e-mails.

Registros DNS incorretos, ausência de autenticação e falhas de alinhamento entre o domínio e o serviço de envio podem fazer com que mensagens legítimas sejam classificadas como spam, rejeitadas ou recebam uma pontuação de confiança baixa pelos servidores de destino.

Para empresas, isso representa mais do que um problema técnico. Pode afetar negociações, atendimento ao cliente, comunicação interna, cobrança, relacionamento com fornecedores e até a reputação da marca.

O que o domínio tem a ver com a entrega dos e-mails?

O domínio é a identidade digital da empresa na internet. Ele aparece no endereço de e-mail, no site e em diversos serviços utilizados pela organização.

Quando uma mensagem é enviada, o servidor que a recebe não analisa apenas o texto. Ele também verifica se aquele envio parece legítimo.

Entre as perguntas feitas pelo servidor estão:

  • O domínio autorizou aquele servidor a enviar mensagens?
  • A mensagem foi realmente assinada pelo domínio?
  • O domínio possui uma política para lidar com mensagens suspeitas?
  • O endereço de envio está alinhado com os mecanismos de autenticação?
  • Existem sinais de fraude, falsificação ou comportamento abusivo?

Essas verificações dependem principalmente de registros publicados no DNS do domínio e de configurações feitas na plataforma de e-mail.

Por isso, uma empresa pode ter um excelente conteúdo e, ainda assim, enfrentar baixa entregabilidade.

SPF: quem está autorizado a enviar mensagens?

O SPF, sigla para Sender Policy Framework, informa quais servidores e serviços estão autorizados a enviar e-mails em nome do domínio.

Esse registro é publicado no DNS como um registro TXT. Ele pode autorizar, por exemplo:

  • Google Workspace;
  • Microsoft 365;
  • plataformas de automação de marketing;
  • sistemas de atendimento;
  • ferramentas de CRM;
  • servidores próprios;
  • provedores de disparo de e-mail.

Quando o servidor destinatário recebe uma mensagem, ele consulta o registro SPF e compara o servidor que fez o envio com a lista autorizada.

Se o serviço utilizado pela empresa não estiver incluído no SPF, a mensagem poderá falhar na autenticação.

Um erro frequente é criar mais de um registro SPF para o mesmo domínio. O correto é manter um único registro SPF, reunindo nele todas as fontes autorizadas de envio. Além disso, o SPF tem limite de consultas DNS, o que exige cuidado em ambientes que utilizam muitos serviços diferentes.

DKIM: a mensagem foi alterada no caminho?

O DKIM, sigla para Domain Keys Identified Mail, adiciona uma assinatura digital às mensagens enviadas.

Essa assinatura permite que o servidor destinatário verifique se:

  1. a mensagem foi assinada por um domínio autorizado;
  2. o conteúdo não foi alterado de maneira indevida durante o transporte;
  3. a chave pública publicada no DNS corresponde à assinatura presente no e-mail.

Na prática, o DKIM ajuda a demonstrar que a mensagem realmente está associada ao domínio indicado pelo remetente.

A configuração normalmente envolve a geração de um par de chaves pela plataforma de e-mail. A chave pública é publicada no DNS, enquanto a chave privada permanece protegida no serviço responsável pelo envio.

Se o DKIM estiver ausente ou configurado incorretamente, a empresa perde uma importante camada de autenticação. Em alguns casos, a plataforma pode até indicar que o recurso está ativado, mas a validação externa continua falhando por causa de um registro DNS incompleto ou publicado no local errado.

DMARC: o que fazer quando uma mensagem falha?

O DMARC, sigla para Domain-based Message Authentication, Reporting and Conformance, utiliza os resultados do SPF e do DKIM para definir como os servidores destinatários devem tratar mensagens que não passam pelas verificações.

Uma política DMARC pode orientar o servidor a:

  • monitorar as mensagens sem aplicar uma ação imediata;
  • enviar mensagens não autenticadas para a pasta de spam;
  • rejeitar mensagens que falharem na autenticação.

O DMARC também permite receber relatórios sobre tentativas de envio utilizando o domínio da empresa. Esses relatórios ajudam a identificar:

  • serviços legítimos que ainda não foram configurados;
  • fornecedores enviando mensagens em nome da empresa;
  • erros de alinhamento;
  • tentativas de falsificação;
  • fontes desconhecidas de tráfego de e-mail.

A implementação do DMARC deve ser gradual. Muitas empresas começam com uma política de monitoramento, analisam os relatórios e corrigem as fontes legítimas antes de adotar regras mais rigorosas.

Aplicar uma política restritiva sem mapear todos os serviços que enviam mensagens pode interromper e-mails importantes. Por outro lado, nunca avançar além do monitoramento deixa o domínio mais exposto a falsificações.

SPF, DKIM e DMARC funcionam melhor em conjunto

Esses três mecanismos têm funções diferentes:

  • SPF verifica se o servidor de envio está autorizado;
  • DKIM verifica a assinatura digital e a integridade da mensagem;
  • DMARC define como tratar falhas e permite acompanhar os resultados.

Nenhum deles substitui completamente os outros.

Uma empresa pode ter SPF configurado e ainda assim enfrentar problemas de entrega. Também pode ter DKIM ativo, mas sem uma política DMARC que ajude a identificar e tratar mensagens suspeitas.

A configuração precisa ser analisada como um conjunto, considerando todos os serviços que enviam e-mails em nome do domínio.

O domínio pode estar configurado para uma realidade que já mudou

A infraestrutura de tecnologia das empresas costuma evoluir ao longo do tempo.

Um negócio pode ter começado usando um servidor próprio, depois migrado para o Microsoft 365, adotado uma plataforma de CRM e, mais tarde, contratado uma ferramenta de automação de marketing.

Se o DNS não acompanhar essas mudanças, podem surgir problemas como:

  • registros antigos que continuam ativos;
  • serviços novos que não foram incluídos no SPF;
  • DKIM habilitado apenas em parte das plataformas;
  • múltiplos registros SPF;
  • políticas DMARC inexistentes ou inadequadas;
  • ausência de alinhamento entre o domínio visível e o domínio técnico do envio;
  • mensagens enviadas por sistemas que ninguém mais acompanha.

Esse tipo de problema costuma passar despercebido porque o e-mail continua sendo enviado. Porém, enviar uma mensagem não significa que ela será entregue na caixa de entrada.

Como saber se o domínio está corretamente configurado?

Uma verificação de configuração deve começar pelo inventário de todos os serviços que enviam mensagens em nome da empresa.

O levantamento deve incluir:

  1. plataforma principal de e-mail;
  2. CRM;
  3. sistema de atendimento;
  4. ferramenta de marketing;
  5. sistema financeiro ou de cobrança;
  6. formulários do site;
  7. servidores próprios;
  8. aplicações internas;
  9. ferramentas utilizadas por equipes comerciais e operacionais.

Depois, é necessário verificar no DNS:

  • existência e conteúdo do registro SPF;
  • existência e validade do registro DKIM;
  • política DMARC publicada;
  • alinhamento entre SPF, DKIM e o domínio utilizado no campo “De”;
  • existência de registros duplicados ou conflitantes;
  • validade dos certificados e das chaves;
  • consistência das configurações entre os diferentes provedores.

Também é importante acompanhar os resultados depois da configuração. A autenticação não deve ser tratada como uma ação única, porque novos sistemas e fornecedores podem ser adicionados à operação.

A configuração do domínio também protege contra fraudes

A autenticação de e-mail não serve apenas para melhorar a entrega de mensagens legítimas.

Ela também ajuda a dificultar golpes que tentam utilizar o domínio da empresa para enganar clientes, fornecedores e funcionários.

Uma mensagem fraudulenta pode simular:

  • uma cobrança;
  • uma solicitação de pagamento;
  • uma alteração de dados bancários;
  • um pedido urgente de informação;
  • uma comunicação da diretoria;
  • um aviso de acesso ou redefinição de senha.

Quando o domínio possui mecanismos de autenticação bem configurados e uma política DMARC adequada, os servidores destinatários têm mais informações para identificar mensagens que não foram autorizadas.

Isso não elimina todos os riscos de phishing, mas reduz uma das formas mais comuns de falsificação de identidade digital.

O conteúdo ainda importa, mas não é o único fator

Uma boa configuração técnica não transforma qualquer mensagem em uma comunicação eficiente.

O conteúdo continua sendo importante. Assunto, clareza, relevância, frequência de envio, qualidade da lista e comportamento dos destinatários influenciam a reputação do remetente.

A diferença é que o conteúdo só poderá ser avaliado se a mensagem chegar ao destinatário.

Por isso, a estratégia correta combina:

  • domínio bem configurado;
  • autenticação de e-mail;
  • infraestrutura confiável;
  • boas práticas de segurança;
  • lista de contatos qualificada;
  • conteúdo relevante;
  • monitoramento contínuo.

O problema não é escolher entre tecnologia e comunicação. É garantir que as duas partes funcionem juntas.

Conte com uma avaliação especializada da sua infraestrutura

Quando os e-mails corporativos começam a cair no spam, apresentar falhas de autenticação ou ser rejeitados por determinados destinatários, o diagnóstico precisa ir além da revisão do texto.

É necessário analisar o domínio, o DNS, os serviços de envio e os registros de autenticação.

Uma avaliação técnica pode identificar configurações antigas, fontes de envio não autorizadas, falhas de alinhamento e riscos que não aparecem na rotina diária da equipe.

A Braptec atua com infraestrutura, gestão de TI, nuvem, segurança e suporte técnico para empresas que precisam de uma operação mais estável e protegida.

Se a sua empresa depende do e-mail para vender, atender clientes ou operar, vale verificar se o seu domínio está preparado para entregar as mensagens que você envia.

Fale com a equipe da Braptec e avalie a configuração da infraestrutura de TI da sua empresa.

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FAQ

O que é SPF?

SPF é um mecanismo de autenticação que informa quais servidores estão autorizados a enviar e-mails em nome de um domínio.

O que é DKIM?

DKIM é uma assinatura digital que ajuda a confirmar a autenticidade da mensagem e verificar se ela foi alterada durante o envio.

O que é DMARC?

DMARC é uma política que orienta os servidores destinatários sobre como tratar mensagens que falham nas verificações de SPF ou DKIM.

Por que os e-mails corporativos caem no spam?

Isso pode ocorrer por problemas de autenticação, reputação do domínio, baixa qualidade da lista de contatos, comportamento dos destinatários ou configurações incorretas no DNS.

SPF, DKIM e DMARC melhoram o SEO do site?

Eles não são fatores diretos de ranqueamento orgânico do site. Porém, ajudam a proteger a identidade digital da empresa, melhorar a confiabilidade das comunicações e apoiar estratégias de relacionamento, vendas e marketing por e-mail.

Para as recomendações técnicas de autenticação, o texto está alinhado às orientações públicas do Google sobre diretrizes para remetentes de e-mail. Para SEO, a estrutura prioriza conteúdo útil, intenção de busca, títulos descritivos e descrição clara, conforme as orientações do Google Search Central sobre conteúdo útil e focado nas pessoas e sobre títulos e snippets.

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